Já lá vai o tempo em que sentar numa cadeira servia de descanso, depois de um dia de trabalho. A industrialização e a evolução da tecnologia permitem-nos poupar-nos a esforços físicos como não acontecia há 30 anos. Desta forma, os empregos modernos são caracterizados por menor esforço físico, com condições que favorecem o facilitismo. 

O dia de uma pessoa comum pode passar por acordar, tomar o pequeno almoço sentado, sentar no carro, autocarro ou metro, sentar no trabalho, almoçar sentado, sentar na volta a casa, sentar à mesa de jantar e o tão desejado descanso no sofá a ver a série preferida. Não admira que surjam dores na região lombar e cervical, dores de cabeça constantes e constrangimentos dos mecanismos de respiração. Ficando tantas horas numa posição, começamos a criar compensações posturais, que neste caso específico pode ser descrito por anteriorização da cabeça e dos ombros, criando tensão no pescoço, flexão cervical e lombar. A coluna perde as suas curvaturas normais e por sua vez sentamos em cima de uma pélvis desalinhada. Os músculos das pernas adormecem, dificultando a circulação sanguínea e começam a surgir dores de joelhos e anca.

Parecemos mais pequenos, fechados e deprimidos. 

Mas nem tudo está perdido. Há formas de atenuar estes sintomas. Ter as suas refeições mais curtas em pé, arranjar uma secretária mais alta para que possa trabalhar em pé, levantar várias vezes e movimentar-se 5-10 minutos a cada hora sentado, já é um começo. Nos transportes públicos opte por ir de pé. No seu treino, dê especial foco aos músculos posteriores como ombros, costas, glúteos e pernas. Evite exercícios sentados, e caminhe bastante. Peça ajuda ao instrutor de sala ou a um Personal Trainer para direcionar o treino às suas necessidades. 

Estar sentado deixou de ser uma posição de descanso para ser causadora de problemas de saúde. A boa notícia é que a sua prevenção é bastante simples. Basta levantar-se.