A salicórnia é uma planta halófito obrigatória, isto é, uma planta que requer necessariamente um local com alto teor de sódio para se desenvolver. Em Portugal, os principais locais onde é encontrada são as regiões da Ria de Aveiro, Ria Formosa e outras regiões do Algarve.

A salicórnia tem folhas extremamente reduzidas e uma inflorescência terminal em forma de espigão. Produz caules suculentos de cerca de 40cm e com sabor salgado. O sabor salgado nos seus caules é ocasionado pela absorção direta do sal do mar/solo onde se desenvolve. O armazenamento do sal ocorre numa glândula especializada nas células da planta. O sabor salgado que os caules apresentam permite o uso da salicórnia na cozinha em detrimento do sal, podendo ser designada por “sal verde”.

O uso de salicórnia como substituto do sal de cozinha apresenta o benefício de se reduzir a quantidade de sódio fornecido pelas preparações culinárias. Desta forma, há o auxílio na diminuição do consumo diário deste mineral, o qual em excesso é responsável por despoletar um conjunto de doenças do foro cerebrovascular. Podem ser utilizados os seus talos crus ou, em alternativa, pode ser seca e triturada para posterior utilização.

Além da sua vantagem ao nível da redução do teor de sódio na culinária, a salicórnia parece apresentar benefícios adicionais devido ao seu teor em compostos bioativos, ácidos gordos polinsaturados, fibra e minerais (p. ex.: ferro, potássio).

Para um adulto, a dose diária recomendada para o consumo de sal é de 5g, o que equivale a um teor de sódio de 2000mg. No caso da Salicórnia, 5g da mesma correspondem a apenas 50mg de sódio sendo, por isso, uma alternativa saudável ao sal.

Sugestões culinárias: pratos de marisco ou peixe, ao vapor ou em molhos, como o molho de tártaro ou o de iogurte.


Nutricionista Judite Viana (3373N)