Segundo o American College of Sports Medicine (ACSM, 2016), o termo idoso define indivíduos com idade ≥ 65 anos e indivíduos com idade entre 50 – 64 anos com condições clínicas significativas ou limitações físicas que afetam o movimento e a aptidão física.


Atualmente, a maioria das pessoas vai viver durante mais tempo, podendo vir a ultrapassar os 60 anos de vida. Espera-se que até 2050, uma em cada cinco pessoas terá 60 anos ou mais, fazendo com que haja 2 biliões de pessoas em todo o mundo (World Health Organization,WHO, 2017).

Envelhecer faz parte integrante do processo de desenvolvimento do ser humano (ACSM, 2016). Biologicamente, carateriza-se por uma acumulação gradual de vários danos celulares e moleculares, que resultam num progressivo e generalizado défice das funções do organismo e que, por sua vez, aumentam a vulnerabilidade ao ambiente externo, o risco de contrair diversas doenças e um declínio geral na capacidade intrínseca do indivíduo (WHO, 2015). No entanto, esse envelhecimento fisiológico não ocorre de uma forma uniforme em toda a população, ou seja, difere de pessoa para pessoa, uma vez que as mudanças que constituem e influenciam o envelhecimento são complexas e não se limitam à idade cronológica (ACSM, 2016). Assim, a saúde e o status funcional são os melhores indicadores de qualidade para demonstrar a capacidade que os idosos têm para iniciar um programa de atividade física (AF), e não a idade cronológica (ASCM, 2016). Em suma, é possível verificar que, com o avançar da idade, os sistemas fisiológicos sofrem alterações a nível estrutural e funcional e que irão afetar negativamente as atividades diárias e a independência das pessoas idosas (ACSM, 2016).

Posto isto, é essencial encarar o envelhecimento de uma forma positiva e saudável.
O envelhecimento constitui uma vitória do desenvolvimento socioeconómico e da saúde pública que, em simultâneo, gera o desafio de adaptação da sociedade (WHO, 2015). De acordo com a mesma entidade, envelhecimento saudável define-se como o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional, permitindo um aumento do bem-estar. O principal objetivo é manter a autonomia e a independência à medida que envelhecemos.

Existe evidência dos inúmeros benefícios da Atividade Física (AF) na saúde cardiorrespiratória, metabólica, funcional, no bem-estar psicológico e cognitivo, na composição corporal, prevenção de quedas, depressão e longevidade. Ou seja, estes benefícios refletem uma melhor qualidade de vida e retardam as mudanças fisiológicas do envelhecimento que prejudicam a capacidade ao exercício e a autonomia (WHO, 2010; ACSM, 2016).

Embora seja do conhecimento da população que a AF traz inúmeros benefícios, a maioria dos idosos continua a não cumprir as recomendações de AF, ou seja, os idosos são os menos ativos fisicamente de todas as faixas etárias. Em 2016, apenas 11% dos indivíduos com idade ≥65 anos afirmaram realizar atividades de fortalecimento aeróbico e muscular que vão de encontro às recomendações de AF para esta faixa etária, e menos de 5% dos indivíduos com idade ≥85 anos cumprem essas mesmas recomendações (ACSM, 2016).

Comece hoje a ser uma pessoa ativa! Não deixe para amanhã!
Nós estamos à sua espera! Bons treinos!