O Parkinson pertence ao grupo das perturbações degenerativas do sistema nervoso que afeta o normal funcionamento dos gânglios basais e a produção do neurotransmissor dopamina, tendo consequências negativas no controlo do movimento motor. Pode também afetar a regulação do sono, da fadiga e dos mecanismos bioquímicos de depressão, entre outros.

Aquando do movimento motor, os gânglios basais processam a informação e transmitem essa informação ao tálamo, que seleciona os impulsos nervosos processados e os envia para o córtex cerebral. Todos estes sinais transmitem-se através da dopamina, sob a forma de impulsos elétricos pelas vias nervosas. Como nesta condição há uma degeneração das células dos gânglios basais que ocasiona perda ou interferência na ação da dopamina, há uma diminuição das conexões entre células nervosas e o órgão efetor – músculo, o que leva a problemas no controlo do movimento motor. Os sintomas mais comuns são o tremor em repouso, rigidez muscular, lentidão no início dos movimentos e problemas no padrão da marcha e equilíbrio.


Apesar de não haver cura e existir uma terapêutica médica para melhorar esta situação, ou pelo menos retardar a evolução da mesma, a adoção de um estilo de vida saudável é uma aposta segura e eficaz para abrandar os sintomas e evolução desta condição e, por sua vez, contribuir para a melhoria da qualidade de vida destes indivíduos.
A neuroplasticidade, conhecida como a capacidade do cérebro poder formar e reorganizar conexões, pode ser melhorada com a prática de exercício físico regular que promova a atenção, o pensamento e a memória, ativando desta forma áreas do cérebro relacionadas com a aprendizagem.


Na prática, abaixo seguem as opções mais eficazes de treino.

  • Exercícios que exijam feedback físico ou falado consigo próprio ou, idealmente, com o seu personal trainer;
  • Tarefas de locomoção nos diferentes planos do movimento (sagital – para frente e para trás; frontal – para os lados; transverso- que exijam rotações);
  • Exercícios cardiovasculares que exijam coordenação, equilíbrio e memória;
  • – Exercícios de resistência muscular de intensidade moderada que promovam a melhoria da amplitude do movimento articular.


Todas estas guidelines estão validadas, mas deve-se aconselhar junto de um profissional de exercício físico para adequar a prescrição ao seu caso específico, depois do aconselhamento médico.


Bons treinos!