Agora que já sabe um pouco mais sobre a articulação do joelho (se ainda não leu o artigo “Como estão os seus joelhos?”, recomendamos que o faça), vamos analisar a perspetiva do joelho como um todo e não como uma articulação isolada.


Segundo Chuck Wolf (2017), a articulação do joelho está sobre uma tremenda influência por parte do complexo do pé, tornozelo e anca. Assim sendo, parte das lesões no joelho têm origem em disfunções nas articulações adjacentes, das quais se podem salientar desequilíbrios musculares e mobilidade reduzida em algum dos planos de movimento.
Das principais razões para esse desequilíbrio muscular, destacam-se o estilo de vida sedentário e a quantidade excessiva de horas que passamos sentados nos dias de hoje, levando a que determinados músculos se encontrem constantemente encurtados, como é o caso dos flexores da coxa, o que tem um profundo impacto não só na saúde articular do joelho, como também da região lombar. Por outro lado, uma prática desportiva pouco variada, em que os padrões de movimentos e músculos trabalhados são muitas vezes os mesmos, como é o caso da corrida, ciclismo ou até mesmo o treino de musculação que careça de um planeamento adequado, propicia estes problemas.

No que diz respeito à mobilidade articular, esta deve ser uma das características base para um bom funcionamento quer do tornozelo, quer da articulação coxo- femoral. Quando uma ou ambas as articulações carecem de mobilidade nos vários planos de movimento, o joelho, que é uma articulação que praticamente só se move no plano sagital através da flexão e extensão, acaba por sofrer forças excessivas de flexão lateral e rotação, o que aumenta o risco de lesão em estruturas como meniscos, ligamento cruzado anterior e ligamentos laterais.


Assim sendo, para preservar uma boa saúde articular dos joelhos, sugerimos que se olhe não só para articulação em si, mas também para as articulações adjacentes. Para tal, sugerimos que procure um dos nossos profissionais para que, através de uma avaliação, possamos identificar possíveis desequilíbrios musculares e/ou falta de mobilidade de alguma estrutura, no sentido de ser construído um plano de treino adequado onde vão estar também sugestões de aulas de grupo onde se exploram movimentos triplanares com mais frequência, procurando assim um maior equilíbrio entre as estruturas abordadas ao longo do artigo.


Bons treinos!