Quando se fala em enlatados vem logo ao pensamento o seu elevado teor de sal. Contudo, até à data, se falarmos nos enlatados de pescado, a maior parte do que se vende no nosso país tem valores de sal não excessivos. Aliás, já existem conservas de pescado com teores reduzidos de sal ou mesmo sem sal adicionado. Para além disso, têm proteína de elevada qualidade e, na maioria, gordura de grande valor nutricional, como ácidos gordos ómega-3, que sabemos terem efeito protetor na saúde cardiovascular.
Outra questão que também gera preocupação é a presença ou não de mercúrio e de metil-mercúrio. Contudo, realizou-se recentemente uma avaliação da sua presença no atum enlatado e viu-se que estes apresentam concentrações baixas de metais pesados, e, assim, são considerados seguros para o nosso consumo.
Sendo uma das suas grandes vantagens, estes produtos conservam-se facilmente durante muito tempo e à temperatura ambiente.
Porém, também são necessários alguns cuidados: como método de conservação, devem ser colocados num ambiente seco; antes de consumir, verificar o prazo de validade e a integridade da embalagem.
Ao tomar atenção a este último ponto, caso a embalagem esteja opada, amolgada ou com marcas de oxidação, a mesma não deve ser utilizada.
Depois de abertas se o conteúdo não for utilizado na hora, este deve ser transferido para um recipiente apropriado (vidro ou outro material próprio para armazenamento) e conservado no frigorífico por um período não superior a 3 dias.
Em suma, sendo uma das recomendações da alimentação saudável aumentar o consumo de pescado face ao da carne, os enlatados de pescado, desde que devidamente armazenados e conservados, são uma alternativa prática, nutritiva e segura.

Nutricionista Diana Amara Carneiro (2957N)