Nesta fase que o país atravessa, a maior parte da população passará mais tempo na sua casa e, como tal, realizará nesse local todas as suas refeições. Desta forma, há uma tendência para aumentar o stock de alimentos enlatados (em conserva) nas dispensas, dado que têm um prazo de validade alargado, são de baixo custo e de rápida confeção.

Entende-se por conservação “o processo que consiste em acondicionar produtos em recipientes hermeticamente fechados e submetê-los a um tratamento térmico suficiente para destruir ou tornar inativos todos os microrganismos suscetíveis de proliferação, qualquer que seja a temperatura a que o produto se destine a ser armazenado”.

Existem vários tipos de alimentos em conserva, como leguminosas, cogumelos, milho, fruta em calda, pescado, entre outros.

Relativamente às conservas de pescado, sabemos que uma das recomendações para uma alimentação saudável é o aumento do consumo de pescado relativamente ao consumo de carne, devido à sua composição nutricional. Apesar de o pescado ser um bom fornecedor de proteínas de alto valor biológico, tal como a carne, ele é de digestibilidade mais fácil.  É também uma boa fonte de algumas vitaminas e minerais, tais como a vitamina D, A, E, B12, cálcio, iodo e selénio. A sua principal característica é o seu teor de ácidos gordos ómega 3, que contribuem para a proteção da saúde cardiovascular.

Dados os benefícios do pescado, uma das formas de aumentar o seu consumo e de o incluir na alimentação de forma simples, rápida e acessível à maioria da população, poderá ser através das conservas. Os peixes mais utilizados para conservas são a sardinha, a cavala e o atum.

Devem preferir-se as conservas de pescado em água em vez das conservas em óleo ou azeite, para evitar o elevado consumo de gorduras. Deve também optar-se pelas opções com um teor de sal reduzido.

Relativamente às conservas de leguminosas – feijão, grão-de-bico, lentilhas… São também bastante versáteis e práticas. Nutricionalmente são excelentes fontes de proteína, hidratos de carbono complexos, fibra alimentar, ferro, potássio, fósforo, zinco e vitaminas do complexo B. de forma a obter proteínas completas devem ser complementadas com outros alimentos de origem vegetal (ex.: arroz com feijão ou massa com grão).

Informação com base em: Sousa, Sofia Mendes de, et al. Alimentação Saudável à Base de Conervas de Pescado “Made in Portugal”. Lisboa: Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS), 2015.

Segue o exemplo de uma receita simples, rápida e saborosa à base de enlatados:

Arroz de feijão e cavala

Ingredientes:

  • 1 colher de sopa de azeite
  • ½ cebola
  • 1 dente de alho
  •  1 folha de louro
  • 2 tomates pelados
  • ½ pimento vermelho
  • 1 pitada de sal
  • Pimenta q.b
  • Orégãos q.b.
  • 2 latas de cavala ao natural
  • 1 chávena de feijão manteiga em conserva
  • 1 chávena de arroz

Modo de preparação:

  1. Picar a cebola e o alho.
  2. Cortar os tomates em cubos e o pimento em tiras.
  3. Adicionar a cebola, o alho, os tomates e o pimento numa panela, juntamente com o azeite e o louro. Deixar cozinhar até o tomate se desfazer.
  4. Adicionar água e depois o arroz e deixar cozinhar.
  5. Temperar com a pitada de sal, a pimenta e os orégãos.
  6. Pouco antes do arroz estar cozinhado acrescentar o feijão manteiga.
  7. Quando o arroz estiver cozinhado, adicionar a cavala em conserva e incorporar.

Bom apetite!

 Nutricionista Ana Patrícia Costa (4215N)