Segundo Kapandji (2009), o joelho é considerado a articulação intermédia do membro inferior, tendo apenas um grau de liberdade, flexão e extensão, no plano sagital. De forma acessória, a articulação do joelho possui um segundo grau de liberdade, a rotação no plano transversal, ocorrendo apenas quando o joelho está fletido. Porém, apesar do joelho ser uma articulação com poucos graus de liberdade, estará equivocado se pensa nesta articulação como simples e de pouca importância. De forma a elucidá-lo para a importância desta articulação, pensemos no joelho como a articulação que está exposta constantemente à ação do peso corporal.


Partindo desta premissa, aceitamos desde logo um de dois imperativos contraditórios acerca do joelho, isto é, possuir uma grande estabilidade em extensão máxima, estando sujeito a esforços importantes face ao peso corporal. Por outro lado, deve apresentar uma grande mobilidade a partir de um certo ângulo de flexão, sendo necessária, por exemplo, na corrida. Portanto, em consequência das “funções” que o joelho pode apresentar, aceita-se de forma perentória que o joelho não é uma articulação qualquer, mais sim umas das articulações que mais sofre, com e não só, no Desporto.


O crescimento da prática desportiva ao longo dos últimos anos levou a que houvesse um aumento significativo de lesões no joelho e não só (Vieira & Castro, 2009). As razões que levam a este aumento estão relacionadas com falta de preparação física para determinados desportos, o pouco valor que damos ao trabalhado de prevenção, à orientação de sessões de treino desadequadas, não considerando as particularidades daquele individuo, etc.

Assim, no seguimento desta ideia e perante as razões apresentadas anteriormente, vemos que o risco de lesão está associado não só a questões de “sorte ou azar”, mas de certa forma a negligência e pouco cuidado.
De entre as lesões destacam-se as mais comuns que ocorrem nos desportos: lesões no menisco; lesões ligamentares, sendo que aqui entram algumas das mais recorrentes, como é o caso da rotura dos ligamentos cruzados (posterior/anterior), bem como os ligamentos colaterais.


Agora que já sabe um pouco mais sobre joelhos, fique atento ao próximo artigo.
Bons treinos!