A prescrição de treino ideal é aquela que combina, de forma otimizada, a frequência, a intensidade, o volume e o tipo de treino de acordo com os objetivos da pessoa. Em termos fisiológicos, a intensidade de exercício reflete a quantidade de energia necessária para realizar um determinado esforço definindo-se, de acordo com o Colégio Americano de Medicina Desportiva (ACSM), quatro intensidades de exercício: leve (quando o esforço é realizado abaixo de 64% do máximo da pessoa), exercício moderado (entre 64-75% do máximo da pessoa), exercício vigoroso (entre 76-95% do máximo) e exercício máximo (entre 95-100%). Geralmente, o valor máximo de frequência cardíaca da pessoa é estimado para a idade, através da fórmula de Tanaka (Frequência cardíaca máxima subjetiva = 208 – 0,7 x idade).

No âmbito da monitorização da intensidade de treino, a utilização de cardiofrequencímetro é recomendada. Através deste aparelho, é possível controlar em tempo real qual a frequência cardíaca da pessoa em exercício e monitorizar-se se esta se encontra na zona de intensidade alvo ou não. Esta zona-alvo de intensidade é estabelecida durante a planificação de treino, consoante o objetivo do indivíduo. Mas, normalmente, é definida segundo a FC Máxima ou a FC Reserva ( FC reserva = FC máxima – FC repouso).

Para uma prescrição mais efetiva, deve ser utilizada a FC reserva, pois esta compara a frequência cardíaca máxima com a frequência cardíaca de repouso (sendo que a de repouso tende a variar). O que se estima é que, como processo adaptativo ao treino, a FC repouso diminua, a FC submáxima diminua, enquanto que a capacidade de atingir a FC máxima aumente (ainda que o valor da FC máxima sofra pequenas alterações), potenciando a oportunidade de treinar em diferentes intensidades, logo promovendo melhores resultados.