Certamente já ouviu que “Para ter resultados é necessário ter consistência. Para manter a consistência é preciso ter disciplina e motivação.” Pois bem, no caso do estabelecimento e manutenção de rotinas de estilo de vida saudável como a prática de exercício físico regular, não é diferente.

disciplina vai ditar o seu e o nosso sucesso. Quanto mais estímulos e objetivos diários colocar em relação a ações que promovam a sua saúde, melhor. É fundamental traçar com o seu personal trainer/fitness instructor a agenda semanal. O propósito é definirmos juntos as ações diárias para que, de uma forma realista, segura, eficiente e personalizada, consigamos atingir o nosso objetivo. As ações podem ir desde o dia e hora da sessão de PT, da aula de grupo recomendada, do treino de recuperação ativa para ser feito na piscina/ sala de exercício ou mesmo o objetivo de realizar 5000 passos diários para ser considerado fisicamente ativo ou mais de 7500 para ser categorizado como moderadamente ativo (WHO).

Quanto à tão falada motivação (ou falta dela…) teremos que recuar um pouco para entendermos a razão pela qual treinamos. Baseado em evidências cognitivo-comportamentais, vários modelos e teorias como a teoria da auto da determinação e o modelo transteórico de mudança comportamental vão nos ajudar a entender esta temática.

Muitas vezes, iniciamos a prática de exercício físico por uma imposição externa. Por exemplo, caso o seu médico lhe recomende o treino de força para prevenir lesões do foro osteoarticular. Neste caso, por mais importante que seja o valor que a saúde represente para si, está numa fase de motivação extrínseca externa na qual a sua ação depende de incentivos externos que, por melhor que funcionem a curto prazo, podem não promover a manutenção do comportamento na sua ausência. É importante ser resiliente nesta fase e dar tempo ao tempo para começar a sentir que o exercício físico faz com que se sinta melhor – fase de motivação extrínseca com identificação, na qual há uma valorização consciente da importância atribuída ao exercício físico. Até que chegamos a um ponto em que a energia para agir é livre de influências externas ou extrínsecas – fase de motivação intrínseca. É a fase em que sentimos o prazer, interesse e satisfação por treinarmos (Teixeira&Marlene,2009). 

Seja resiliente, lembre-se de experiências passadas positivas de treino, experimente novos tipos de treino. E, acima de tudo, mantenha-se fiel ao seu objetivo.